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Joanete

Por Equipe editorial Podologia Brasil · Publicado em · Revisado em

O joanete é uma saliência na base do dedão do pé, tecnicamente chamada de hálux valgo. A avaliação do osso costuma ser médica, em geral ortopédica, e esta página trata da pele e do calçado.

O joanete é uma saliência na articulação da base do dedão do pé, tecnicamente chamada de hálux valgo. A avaliação do osso costuma ser médica, em geral ortopédica, e esta página trata do que o joanete costuma fazer com a pele e com o calçado.

O que é

O joanete é uma proeminência que se forma na articulação da base do dedão. O termo técnico é hálux valgo. Com o tempo, o dedão tende a se desviar em direção aos outros dedos, e a articulação da base fica saliente, o que dá o aspecto característico do joanete. A região pode ficar inflamada, dolorida e sensível, e a pele sobre ela costuma desenvolver calosidade pelo atrito com o calçado.

É importante delimitar o assunto. O joanete é uma alteração da estrutura do pé, que envolve ossos e articulação, e por isso a avaliação do joanete em si é da área médica, em geral a ortopédica. Existe uma especialidade médica ortopédica dedicada ao pé e ao tornozelo, e é a ela que cabe avaliar o desvio do dedão e as possibilidades de conduta. Este site não trata desse eixo. O que cabe aqui é o que o joanete costuma causar na pele e na relação com o calçado, que é onde a podologia costuma entrar.

O que costuma causar

A literatura ortopédica descreve causas de dois tipos. As extrínsecas, ligadas ao calçado, como sapatos estreitos, de bico fino ou com salto alto, que empurram o dedão para dentro. As intrínsecas, ligadas à anatomia do pé, como alterações que a pessoa tem desde o nascimento. A hereditariedade também aparece como fator de risco, e é comum que outras pessoas da mesma família tenham joanete.

Do ponto de vista da pele e do conforto, o joanete costuma levar a alguns efeitos:

  • atrito e pressão da saliência contra o calçado
  • espessamento da pele no local, como calosidade ou calo
  • vermelhidão e inflamação da região, com dor ao caminhar ou ao usar calçado fechado
  • formação de bolhas quando o calçado atrita
  • dificuldade para encontrar calçado confortável

Em alguns casos, o desvio do dedão também altera a posição dos outros dedos e a distribuição do peso, o que pode gerar calos em outros pontos do pé. Quem entende dessa mecânica é a avaliação ortopédica.

Por que mexer em casa é risco

Há duas tentações comuns com o joanete. A primeira é tentar reduzir a calosidade ou a pele grossa que se forma sobre ele, com instrumento, produto ou fricção. Como a pele sobre a saliência já está sob pressão e inflamada, qualquer agressão pode machucar, causar sangramento e favorecer infecção. A segunda é tentar corrigir o desvio do dedão por conta própria, com improvisos ou aparelhos de uso sem orientação. O desvio é do osso e da articulação, e o que se faz sem avaliação pode gerar mais dor ou deixar de lado uma causa de fundo.

Em pessoas com diabetes, com circulação comprometida ou com pouca sensibilidade, a pele sobre o joanete merece cuidado ainda maior: a pessoa pode não perceber uma ferida causada pelo atrito, e uma lesão pequena pode evoluir para infecção séria. Esse público costuma ser acompanhado por equipe de saúde, e a página de pé diabético explica o porquê. Este site não ensina procedimento e não indica produto.

O que o profissional costuma fazer

A divisão de papéis aqui é bem marcada. A avaliação do joanete em si, isto é, do desvio do dedão, da articulação e da dor, costuma ser médica, em geral ortopédica, e é nessa avaliação que se discute o que fazer com a estrutura do pé. A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia indica o ortopedista como quem avalia a condição.

O podólogo, por sua vez, costuma atuar na pele e nas unhas, e em geral pode orientar sobre calçado, meias e sobre a pele que sofre atrito sobre o joanete, além de perceber alterações que merecem avaliação médica. Dor persistente, inflamação importante, deformidade que progride, ferida sobre a saliência ou diabetes são situações em que o caso costuma pedir avaliação médica. Varia conforme o caso, e o profissional avalia. Veja o que faz um podólogo e quando o caso é da medicina.

Prevenção no dia a dia

Pensando na pele e no calçado, alguns cuidados costumam ajudar a reduzir o atrito sobre o joanete:

  • usar calçado com espaço suficiente na frente do pé, sem apertar o dedão nem a lateral
  • evitar sapatos de bico fino e salto alto por longos períodos
  • usar meias sem costura saliente e que absorvam o suor
  • manter os pés limpos e bem secos, inclusive entre os dedos
  • hidratar a pele dos pés, nunca entre os dedos
  • observar a pele sobre a saliência e buscar avaliação diante de vermelhidão, dor ou ferida

Esses cuidados não corrigem o desvio do osso e não substituem a avaliação médica. Servem para diminuir o atrito e o desconforto sobre a pele. A página sobre pé de quem usa salto traz mais sobre calçado e dor.

Perguntas frequentes

Joanete é problema de pele ou de osso?

A saliência do joanete envolve a articulação da base do dedão, ou seja, é uma questão do esqueleto do pé, avaliada pela área médica, em geral a ortopédica. A pele sobre o joanete, porém, sofre atrito e pode ficar inflamada ou com calosidade, e é desse aspecto que esta página trata.

O calçado causa joanete?

A literatura ortopédica cita calçados inadequados como um fator externo, ao lado de fatores anatômicos e hereditários. Isso não significa que o calçado seja a única causa, e a avaliação é individual.

Joanete dói?

Pode doer. A região pode ficar inflamada, dolorida e sensível, às vezes com calosidade. Dor e sensibilidade são motivo de avaliação médica.

Quem avalia o joanete?

Em geral, a avaliação do joanete é médica, e a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia indica o ortopedista. O podólogo costuma atuar na pele e nas unhas da região, e a orientação varia conforme o caso.

Fontes

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