Cuidados com os pés da criança
Por Equipe editorial Podologia Brasil · Publicado em · Revisado em
O pé da criança muda muito. Calçado flexível, higiene e secagem fazem parte da rotina, e dor, deformidade ou piora pedem avaliação médica.
O pé da criança muda bastante nos primeiros anos. O que parece diferente do pé do adulto muitas vezes é só desenvolvimento.
Esta página trata de rotina e de prevenção. Ela não faz diagnóstico e não indica tratamento. Em caso de dúvida sobre o pé de uma criança, a avaliação é do pediatra ou do ortopedista pediátrico.
Como o pé da criança se desenvolve
O bebê nasce com o pé aparentemente plano, porque há gordura na região do arco. O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica explicam que o arco costuma se formar sozinho, a partir dos 2 anos, e pode continuar se formando até os 6 anos ou mais.
Na maior parte dos casos, o pé plano da criança não dá sintomas. Por isso a maioria das variações costuma ser acompanhada, e não tratada.
Quando uma avaliação médica faz sentido
O material do Ministério da Saúde cita alguns pontos que justificam avaliação:
- Dor constante no pé.
- Deformidade visível ou que piora com o tempo.
- Pé rígido ou com pouco movimento.
- Arco que diminui, principalmente por volta dos 8 ou 9 anos.
Essa lista é só uma referência. O profissional avalia caso a caso, e quem decide é o médico. Se algo no pé da criança preocupa a família, a conversa com o pediatra é o primeiro passo.
Calçado da criança
O Ministério da Saúde indica que a escolha deve priorizar a segurança, com solado que proteja contra escorregões. A Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica cita que crianças pequenas precisam de calçado flexível e antiderrapante.
- Preferir calçado flexível, leve e que deixe o pé se mover.
- Conferir se há folga na frente para os dedos, sem que o calçado fique solto no calcanhar.
- Trocar quando o pé crescer. Criança cresce rápido, e calçado pequeno aperta.
- Evitar passar de um irmão para outro um calçado já deformado pelo uso.
- Conferir dentro do calçado, para ver se não há objeto ou costura que machuque.
Botinhas ortopédicas e palmilhas especiais, segundo o Ministério da Saúde, não são mais indicadas para ajudar a formar o arco. Se houver indicação, ela vem de avaliação médica.
Andar descalço
Em terrenos planos e seguros, como areia, grama e terra batida, o material de saúde pública cita o andar descalço como favorável ao desenvolvimento da musculatura do pé.
Em piso úmido e compartilhado, como vestiário, beira de piscina e banheiro de escola, o hábito costuma ser outro: usar chinelo. Isso ajuda a evitar micoses e verrugas.
Higiene e secagem
- Lavar os pés todos os dias, com água e sabonete neutro.
- Secar bem, principalmente entre os dedos. A umidade favorece as micoses.
- Trocar as meias todos os dias, e antes se estiverem molhadas.
- Preferir meias de tecido leve, como o algodão, em linha com a orientação do Ministério da Saúde para tecidos que respiram.
O Ministério da Saúde também cita, na prevenção das micoses, não usar objetos pessoais de outras pessoas. Isso vale para toalha, chinelo e calçado.
Unhas
Unha curta e reta costuma ser a rotina descrita para a criança. O corte arredondado, em cantos, favorece o encravamento. Se a unha dói, fica vermelha ou inchada, a avaliação é do serviço de saúde. A página unha encravada explica o que costuma estar por trás.
Em crianças pequenas, o corte pode ser mais seguro com o responsável ajudando e a criança quieta. Se a criança se mexe muito, vale esperar o momento de calma.
Volta às aulas e esporte
Na volta às aulas, o calçado novo costuma ser comprado de uma vez. Experimentar no fim do dia e conferir se não há pontos de atrito ajuda a evitar bolhas. A página bolha no pé trata do tema.
Crianças que praticam esporte costumam usar o mesmo tênis por muitas horas. Ele deve secar entre um uso e outro. Veja também a página de pé de corredor e de atleta.
Verrugas e micoses
Verrugas e micoses são frequentes em crianças que frequentam piscina, escola e vestiário. Quando aparecem, a avaliação é do pediatra ou do dermatologista. Este site não indica produto nem procedimento. As páginas verruga plantar e micose no pé explicam o que costuma ser cada uma.
Conversa com a criança
Crianças maiores podem aprender a olhar os próprios pés, a avisar quando o calçado aperta e a secar entre os dedos depois do banho. Transformar o cuidado em hábito, sem susto, ajuda a manter a rotina. Se a criança reclama de dor com frequência ou evita andar, a conversa com o pediatra é o caminho.
Para os responsáveis
- Olhar os pés da criança com frequência, em especial entre os dedos.
- Escolher calçado flexível, do tamanho certo e antiderrapante.
- Secar os pés depois do banho e da piscina.
- Levar à consulta de rotina qualquer dúvida sobre o jeito de andar ou sobre dor.
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Perguntas frequentes
O pé chato da criança é um problema?
O Ministério da Saúde explica que o bebê nasce sem o arco, porque há gordura na região, e que ele costuma se formar entre 2 e 6 anos ou mais. Na maioria dos casos não há sintomas. Dor constante, deformidade visível ou piora com o tempo pedem avaliação médica.
Palmilha ou botinha ortopédica ajuda a formar o arco?
O material do Ministério da Saúde informa que botinhas ortopédicas e palmilhas especiais não são mais indicadas para formar o arco. Se houver dor ou deformidade, quem orienta é o médico.
Criança pode andar descalça?
Em terrenos planos e seguros, o material de saúde pública cita o andar descalço como favorável à musculatura. Em piso úmido, como vestiário e beira de piscina, costuma-se usar chinelo, para evitar micoses.
Com que idade avaliar um pé que parece diferente?
Não há idade única. Dor, deformidade visível, pé rígido ou arco que diminui, principalmente por volta dos 8 ou 9 anos, são motivos citados para avaliação com ortopedista pediátrico.