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Cuidados com os pés dos idosos

Por Equipe editorial Podologia Brasil · Publicado em · Revisado em

Com a idade, os pés pedem olhar diário, calçado firme e antiderrapante e consultas de rotina. Qualquer alteração deve ser avaliada pela equipe de saúde.

Com o passar dos anos, os pés costumam pedir mais atenção. A pele fica mais seca, as unhas engrossam e a circulação e a sensibilidade podem mudar. Um cuidado regular e simples ajuda a prevenir problemas.

Esta página trata de prevenção e de rotina. Ela não faz diagnóstico e não indica tratamento. Se a pessoa idosa tem diabetes, leia antes a área de pé diabético.

Por que os pés mudam com a idade

Vários fatores costumam aparecer juntos. A pele perde parte da hidratação natural e racha com mais facilidade. As unhas podem ficar mais grossas, mais duras e mais difíceis de cortar. A gordura da sola diminui, e o pé perde parte do amortecimento.

Também pode haver menos sensibilidade e menos circulação, em especial em quem tem outras doenças crônicas. Nesses casos, um machucado pequeno pode passar sem ser notado.

Alguns medicamentos e problemas de visão ou de equilíbrio também entram na conta, porque dificultam olhar os pés e aumentam o risco de tropeços.

Olhar os pés todos os dias

O primeiro hábito é simples: olhar os pés todos os dias. Observe a sola, o calcanhar, os lados e o espaço entre os dedos.

Quem não alcança ou não enxerga bem pode usar um espelho ou pedir ajuda a um familiar ou cuidador. O objetivo é perceber mudanças de cor, calor, inchaço ou qualquer coisa que antes não estava lá.

Higiene e secagem

  • Lavar os pés todos os dias, com água morna e sabonete neutro.
  • Conferir a temperatura da água com o cotovelo ou com a mão, porque a sensibilidade pode estar reduzida.
  • Secar bem, com toalha macia, sem esfregar.
  • Dar atenção ao espaço entre os dedos, que deve ficar bem seco. A umidade ali favorece as micoses.

Hidratação

A pele seca do pé idoso costuma pedir hidratação diária. O hidratante vai na sola, no calcanhar e no dorso do pé.

Entre os dedos, não. O espaço entre os dedos deve ficar seco. Hidratante ali mantém a umidade e favorece a pele macerada.

Se a pele rachar muito ou mudar de aspecto, vale conversar com a equipe de saúde. A página rachadura no calcanhar explica o que costuma estar por trás.

Unhas

As unhas do pé idoso costumam engrossar, e isso dificulta o corte. A página unha grossa do pé trata do assunto.

Em pessoas com diabetes ou com circulação comprometida, o corte costuma ser orientado pela equipe que acompanha. Mexer com instrumento cortante em casa envolve risco, principalmente quando a visão ou a firmeza das mãos está reduzida.

Calçados e meias

O Ministério da Saúde, na orientação de prevenção de quedas, cita o calçado fechado, com solado firme e antiderrapante. Esse é um ponto de segurança, além de conforto.

  • Preferir calçado que prenda bem o pé, com fechamento regulável.
  • Evitar chinelo solto, solado liso e calçado muito apertado ou muito folgado.
  • Escolher o calçado no fim do dia, quando o pé está um pouco mais inchado.
  • Olhar dentro do calçado antes de calçar, para conferir se não há objeto ou costura que machuque.
  • Usar meias macias, sem costura apertada, e trocar todos os dias.

Quem tem deformidade nos pés ou diabetes pode precisar de calçado especial. Isso depende de avaliação da equipe de saúde.

Andar descalço e piso

Em casa, o piso molhado e liso é motivo de queda. Evitar andar descalço ou só de meia em piso escorregadio faz parte da prevenção. Andar descalço também aumenta o risco de machucar o pé sem perceber.

Consultas de rotina

O Ministério da Saúde orienta a avaliação periódica dos pés, especialmente para quem tem diabetes. Vale pedir que a equipe olhe os pés em consultas de rotina, mesmo sem queixa.

Levar as dúvidas anotadas ajuda. Pergunte sobre calçado, sobre as unhas e sobre qualquer mudança notada.

Atendimento de podologia

Quando não há alteração de risco, algumas pessoas idosas procuram atendimento de podologia para unhas e pele. Em geral, esse atendimento não substitui o acompanhamento de saúde. Quem tem diabetes ou circulação comprometida deve, antes, conversar com a equipe que acompanha, porque isso varia conforme o caso.

Se a pessoa idosa vive com outras pessoas

Os cuidados funcionam bem quando fazem parte da rotina da casa. Um familiar pode olhar os pés na hora do banho e anotar o que mudou. Se a pessoa tem diabetes, a página cuidados no dia a dia traz a rotina que o material de saúde pública descreve.

Para quem cuida de uma pessoa idosa em casa, também existem serviços de apoio e equipamentos de cuidado domiciliar. O site não indica nenhum em particular.

Quando procurar atendimento de saúde

Alguns sinais pedem avaliação em serviço de saúde: mudança de cor, pé mais quente, mais frio ou mais inchado que o outro, dor nova, perda de sensibilidade, qualquer machucado e mau cheiro novo. A página quando o caso é da medicina explica a diferença entre o que costuma ser da saúde e o que costuma ser de outro tipo de atendimento.

Resumo

  • Olhar os pés todos os dias.
  • Lavar, secar bem e hidratar fora dos dedos.
  • Usar calçado fechado, firme e antiderrapante.
  • Manter as consultas de rotina.
  • Qualquer alteração deve ser avaliada em serviço de saúde.

Perguntas frequentes

Qual calçado costuma ser adequado para a pessoa idosa?

O Ministério da Saúde cita, na prevenção de quedas, calçado fechado, com solado firme e antiderrapante. Em geral, evita-se chinelo solto, solado liso e calçado que aperte. Se houver deformidade ou diabetes, a equipe de saúde orienta o tipo.

Com que frequência os pés devem ser avaliados?

O Ministério da Saúde orienta avaliação periódica dos pés, em especial para quem tem diabetes. A frequência varia conforme o caso, e quem define é a equipe que acompanha a pessoa.

Pé inchado ou roxo no idoso é normal?

Varia conforme o caso. Mudança de cor, inchaço novo ou pé mais frio ou quente que o outro são motivos para avaliação em serviço de saúde. Este site não faz diagnóstico.

Quem pode ajudar a olhar os pés?

Um familiar ou cuidador. Muitas pessoas idosas têm dificuldade de alcançar ou enxergar a sola, e o olhar de outra pessoa ajuda a notar mudanças.

Fontes

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