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Olho de peixe no pé

Por Equipe editorial Podologia Brasil · Publicado em · Revisado em

Olho de peixe é o nome popular de uma área de pele endurecida com centro mais denso, que costuma doer à pressão. Pode lembrar um calo ou uma verruga plantar, e só o exame diferencia.

Olho de peixe é o nome popular de uma área endurecida de pele, com um centro mais denso, que costuma doer à pressão. Pode lembrar um calo ou uma verruga plantar, e só o exame de um profissional permite diferenciar uma da outra.

O que é

A expressão olho de peixe vem do aspecto: um pequeno círculo de pele endurecida, com um núcleo mais claro e compacto no meio, como se fosse um olho. Costuma aparecer na planta do pé ou entre os dedos, em pontos de apoio e de atrito. Na linguagem popular, o nome é usado para situações que, na prática, podem ser diferentes entre si.

Uma das possibilidades é um calo no pé, isto é, o espessamento da pele por pressão e atrito. Outra é a verruga plantar, uma alteração causada por vírus, que a Sociedade Brasileira de Dermatologia descreve como mais comum nas solas dos pés, de crescimento para dentro e frequentemente confundida com calos. O aspecto de uma e de outra pode ser muito semelhante, e um olhar leigo não costuma bastar. Por isso, esta página explica o que o nome popular costuma descrever, e não diz qual é a situação de cada pessoa.

O que costuma causar

Quando o olho de peixe é uma área de pele espessada por pressão, as causas são as do calo: calçado inadequado, impacto repetido, formato do pé que concentra carga em certos pontos, meias com dobras e atrito entre os dedos. Costuma ser mais frequente em quem passa muito tempo em pé, em quem usa salto e em quem tem deformidades nos dedos.

Entre os dedos, a pele fica úmida e pressionada, o que também favorece o espessamento e o desconforto. Nessa região, a umidade e o contato constante entre os dedos podem dar um aspecto mole, esbranquiçado e dolorido à pele, e esse é mais um motivo para manter os espaços entre os dedos secos.

Se a alteração for uma verruga plantar, a causa é outra: o vírus HPV, que entra por pequenas feridas na pele e se transmite por contato direto com pessoas ou objetos contaminados, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Pessoas com imunidade baixa costumam ser mais vulneráveis. A diferença de causa muda por completo a conduta, e é por isso que o exame profissional é importante.

Por que mexer em casa é risco

Como o olho de peixe dói, a vontade de tirar a dor logo é forte, e é aí que as lesões acontecem. A pele sob o centro endurecido é sensível, e qualquer tentativa de atingir esse núcleo com instrumento ou produto pode ferir tecido sadio, provocar sangramento e levar bactérias para dentro. Em muitas situações, a agressão faz a pele engrossar ainda mais.

O risco de confundir também é real. Se a alteração for uma verruga plantar, mexer pode espalhar o vírus para áreas vizinhas da pele ou para outras pessoas, pelo contato com objetos usados no procedimento. Em pessoas com diabetes, má circulação ou menos sensibilidade nos pés, o risco é maior, já que a pessoa pode não perceber que se feriu. A página de pé diabético explica por que esse público costuma ser acompanhado por equipe de saúde.

O que o profissional costuma fazer

O profissional examina a pele, o local de apoio e o calçado. Em termos gerais, quando a alteração é um espessamento por pressão, sem ferida e sem sinais de infecção, o caso costuma ser atendido por podólogo, que também orienta sobre calçado e meia. Quando há suspeita de verruga, o caso costuma envolver avaliação médica, em geral dermatológica, porque a verruga é uma infecção viral e a conduta depende do tipo e da localização. A Sociedade Brasileira de Dermatologia afirma que o tratamento das verrugas varia conforme o tipo.

Também costuma envolver avaliação médica o olho de peixe que sangra, tem secreção, dói de forma intensa, muda de cor ou aparece em pessoa com diabetes ou problema circulatório. Qual é o caminho para cada pessoa varia conforme o caso, e o profissional avalia. Para a fronteira entre as áreas, veja o que faz um podólogo e quando o caso é da medicina.

Prevenção no dia a dia

Os cuidados gerais que reduzem a chance de o olho de peixe aparecer ou voltar:

  • usar calçado do tamanho certo, com folga para os dedos
  • escolher meias que absorvam o suor, sem costuras ou dobras
  • manter os pés limpos e bem secos, inclusive entre os dedos
  • usar chinelo em vestiários, piscinas e banheiros coletivos, para reduzir o contato com vírus e fungos
  • evitar compartilhar toalhas e outros objetos que tocam o pé
  • hidratar a pele dos pés, nunca entre os dedos, e observar qualquer alteração

Essas medidas não substituem a avaliação. Quem notar um ponto endurecido que dói, cresce ou muda de aspecto pode buscar um profissional para examinar.

Perguntas frequentes

Olho de peixe e verruga plantar são a mesma coisa?

Não necessariamente. O nome olho de peixe é popular e costuma descrever uma área endurecida com centro mais denso, parecida com um calo. A verruga plantar é causada por um vírus. Como se confundem, só o exame diferencia.

Olho de peixe é contagioso?

Depende do que realmente é. O calo por pressão não costuma passar de pessoa a pessoa, enquanto a verruga plantar pode ser transmitida por contato direto ou por objetos contaminados. Por isso o exame importa.

Por que o olho de peixe dói?

Em geral, porque o centro endurecido pressiona os tecidos de baixo a cada passo. A dor varia conforme a localização e o apoio, e é motivo de avaliação quando atrapalha o caminhar.

Quem tem diabetes costuma precisar de algum cuidado extra?

Em geral, sim. Qualquer alteração na pele do pé de pessoa com diabetes costuma pedir avaliação por equipe de saúde. A página de pé diabético traz mais informações.

Fontes

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