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Pé de corredor e de atleta: cuidados e prevenção

Por Equipe editorial Podologia Brasil · Publicado em · Revisado em

Calçado do tamanho certo, meia sem costura que machuque, pé seco e atenção ao atrito fazem parte da rotina de quem corre. Dor persistente pede avaliação médica.

Quem corre e pratica esporte cobra muito dos pés. Cada quilômetro repete milhares de pisadas, com atrito, pressão e suor. Uma rotina simples de cuidado ajuda a evitar problemas comuns.

Esta página trata de prevenção e de rotina. Ela não faz diagnóstico e não indica tratamento. Atenção: "pé de atleta" é também o nome popular de uma micose, assunto que aparece mais adiante.

O que costuma incomodar quem corre

Os incômodos mais frequentes são de pele e de unha. Entre eles estão bolhas, calos, unhas escurecidas ou que doem, mau cheiro e micose entre os dedos.

Em geral, eles se ligam a três fatores: calçado que não serve bem, atrito repetido e umidade. Esses três fatores podem ser trabalhados com hábitos simples.

Calçado

O calçado é o primeiro ponto. O material de saúde pública descreve, como regra geral, o calçado bem ajustado, sem áreas de pressão, sem costuras internas que machuquem e com solado que não escorregue.

  • Escolher o calçado no fim do dia, quando o pé está um pouco maior.
  • Conferir se os dedos têm espaço na frente, sem que o calcanhar fique solto.
  • Experimentar com a meia que será usada na atividade.
  • Olhar dentro do calçado antes de calçar, para ver se não há objeto ou costura que machuque.
  • Deixar o calçado secar entre um uso e outro, e evitar guardar molhado.

Calçado muito gasto perde o amortecimento. Quando o desgaste muda a pisada, vale conversar com um profissional.

Meias

A meia faz parte do equipamento, e não é detalhe.

  • Preferir meia de tecido leve, que respire, e sem costura que machuque.
  • Trocar logo depois do treino, principalmente se estiver molhada.
  • Ter meias limpas e secas à mão para a volta para casa.

O Ministério da Saúde cita, na prevenção das micoses, a preferência por tecidos leves, como o algodão, e por calçados arejados. Em esportes de muito suor, o que importa é não ficar com o pé molhado por horas.

Pé seco depois do treino

Depois do treino, o hábito mais repetido é lavar e secar bem os pés, principalmente entre os dedos. A umidade favorece as micoses.

O Ministério da Saúde descreve que a micose mais comum nos pés é a que recebe o nome de pé de atleta ou frieira. Entre as orientações de prevenção estão secar bem a pele, não usar objetos pessoais de outras pessoas e não andar descalço em pisos úmidos.

Isso vale para vestiário, chuveiro de academia e beira de piscina. Em geral, usa-se chinelo nesses locais. O tratamento da micose, quando ela aparece, é definido por médico dermatologista, conforme o material do Ministério da Saúde. Este site não indica produto.

Bolhas e atrito

A bolha costuma ser sinal de atrito repetido. Calçado novo usado em prova ou em treino longo é uma situação clássica. A ideia de prevenção é testar o calçado em treinos curtos antes de uma prova, e não estreá-lo no dia.

Se a bolha aparecer, não é caso de mexer com instrumento. Se houver dor, vermelhidão, calor ou inchaço, a avaliação é do serviço de saúde. A página bolha no pé explica o que costuma ser.

Unhas

Unhas compridas batem na frente do calçado. Unhas cortadas muito curtas ou em formato arredondado favorecem o encravamento. Em geral, o corte reto, na medida do pé, é o que o material de saúde pública descreve.

Se a unha escurece, dói ou levanta, a avaliação é do profissional de saúde. A página unha encravada trata do encravamento.

Pele e calos

Pressão e atrito repetidos fazem a pele engrossar. É a forma de o corpo se proteger. Mexer nesse tecido em casa, com instrumento ou produto, envolve risco de infecção e de lesão. Quem sente incômodo pode procurar um profissional.

Mau cheiro

Pé suado dentro de calçado fechado costuma cheirar. Alternar calçados entre um dia e outro, deixar secar e trocar a meia ajuda. A página mau cheiro nos pés explica o tema.

Dor que não é de pele nem de unha

Dor no pé que persiste, que piora com o esforço, que aparece em repouso ou que muda o jeito de pisar pede avaliação médica. Esse não é um assunto de unha nem de pele. A avaliação costuma ser ortopédica, e o profissional olha o conjunto.

Dia de prova e treino longo

No dia de uma prova ou de um treino longo, o cuidado costuma ser o de sempre, só que com mais atenção: calçado já testado, meia limpa e seca, unhas em linha reta e pés secos antes de calçar. Levar uma meia extra e um chinelo para a volta ajuda a manter o pé seco e protegido depois do esforço.

Para lembrar

  • Calçado do tamanho certo, testado antes da prova.
  • Meia que respire e que seja trocada depois do treino.
  • Pé seco, principalmente entre os dedos.
  • Chinelo em vestiário e piscina.
  • Dor persistente ou qualquer sinal de infecção pede avaliação em serviço de saúde.

Para a rotina das crianças que praticam esporte, veja cuidados com os pés da criança.

Perguntas frequentes

Por que a unha do pé escurece em quem corre?

Em geral, a unha escurecida em corredores costuma estar ligada a pressão e atrito repetidos, por exemplo de calçado apertado. Mudança de cor na unha também pode ter outras causas, e quem avalia é o profissional de saúde. Este site não faz diagnóstico.

Pé de atleta é só de quem pratica esporte?

Não. O nome popular é de uma micose que o Ministério da Saúde cita como frequente nos pés, também chamada de frieira. Ela pode aparecer em qualquer pessoa, e a umidade favorece. O tratamento é definido por médico.

Posso correr com bolha?

Isso varia conforme o caso. Bolha costuma ser sinal de atrito, e correr com ela pode piorar. Se houver dor, vermelhidão ou inchaço, a avaliação é do serviço de saúde.

Quando a dor no pé de quem corre merece avaliação?

Dor que persiste, piora com o esforço, aparece em repouso ou muda o jeito de pisar costuma pedir avaliação médica. Em geral, o profissional avalia o conjunto, e não apenas o pé.

Fontes

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