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Micose de unha

Por Equipe editorial Podologia Brasil · Publicado em · Revisado em

A micose de unha, ou onicomicose, é uma infecção da unha por fungos, mais comum nos pés. Costuma envolver avaliação médica, em geral dermatológica, e nem toda unha alterada é micose.

A micose de unha, também chamada de onicomicose, é uma infecção da unha causada por fungos, mais comum nos pés. Costuma envolver avaliação médica, em geral dermatológica, e nem toda unha alterada é micose.

O que é

A onicomicose é uma infecção da unha por fungos, que se alimentam de queratina, a proteína que forma boa parte da unha. Ela pode atingir as unhas das mãos, mas é mais comum nas unhas dos pés, que passam mais tempo em ambientes úmidos, escuros e quentes, como o interior de um calçado fechado.

Com o tempo, a infecção pode alterar a aparência da unha: mudança de cor, espessamento, deformação e descolamento da borda são sinais descritos nos materiais de dermatologia. No entanto, cada um desses sinais também pode ter outras origens, e é aí que está a dificuldade. A mesma unha grossa ou amarelada pode vir de trauma repetido, de calçado apertado, de envelhecimento ou de outras alterações. Por isso este site não tenta dizer o que a unha de cada pessoa tem. As páginas sobre unha com fungo e unha grossa do pé tratam de aspectos próximos.

O que costuma causar

Em termos gerais, a micose de unha surge quando fungos encontram condições favoráveis e uma porta de entrada. Os fatores citados com mais frequência:

  • ambiente úmido, abafado e quente dentro do calçado
  • suor excessivo e meias que não absorvem
  • traumas repetidos, como unhas compridas pressionadas pelo calçado e esportes de impacto
  • uso de calçado apertado por muitos anos, que deforma a unha
  • frequentar vestiários, piscinas e banheiros coletivos sem proteção nos pés
  • diabetes, baixa imunidade e outras condições que facilitam infecções por fungos

Os materiais de dermatologia lembram que a micose costuma estar associada a bactérias em alguns casos e que alterações nas unhas podem refletir doenças em outras partes do corpo. Esse é um dos principais motivos para a avaliação profissional.

Por que mexer em casa é risco

A tentação é grande: a unha está visivelmente alterada, e a ideia de agir sozinho parece razoável. O risco é duplo. Primeiro, a unha alterada é frágil e está sobre um leito sensível. Mexer nela com instrumento, produto ou fricção pode ferir o leito, provocar sangramento, abrir porta para bactérias e piorar a deformação. Segundo, e talvez mais importante, a aparência da unha não permite saber qual é a causa. Se não for micose, o esforço é inútil e ainda atrasa o exame. Se for, a conduta depende de confirmação, e o próprio material de dermatologia desaconselha terapias caseiras.

Em pessoas com diabetes, má circulação ou menos sensibilidade nos pés, qualquer ferida na unha ou ao redor dela pode virar uma infecção séria. Esse público costuma ter acompanhamento por equipe de saúde, e a página de pé diabético explica o porquê.

O que o profissional costuma fazer

O profissional examina a unha, a pele ao redor, o calçado e o histórico. Em termos gerais, a micose de unha costuma envolver avaliação médica, em especial a dermatológica, porque a confirmação de infecção por fungo e a decisão sobre o que fazer são atos de saúde que dependem de exame. A Sociedade Brasileira de Dermatologia indica o dermatologista como quem avalia e orienta o caso.

O podólogo, por sua vez, costuma atuar na unha e na pele do pé, no cuidado com a unha alterada e na orientação de higiene e calçado, e em geral pode perceber mudanças que merecem avaliação médica. A divisão exata varia conforme o caso, e o profissional avalia. Veja quando o caso é da medicina e o que faz um podólogo.

Prevenção no dia a dia

A prevenção da micose de unha busca reduzir a umidade e o contato com fungos:

  • lavar os pés diariamente e secar muito bem, inclusive entre os dedos
  • usar meias que absorvam o suor e trocá-las quando estiverem úmidas
  • escolher calçados arejados e alternar o par ao longo da semana
  • usar chinelo em vestiários, piscinas, academias e banheiros coletivos
  • manter as unhas aparadas em linha reta, sem machucar a pele ao redor
  • não compartilhar toalhas, meias e calçados

Também ajuda observar as unhas com regularidade. Mudança de cor, espessamento, descolamento ou dor são motivos para buscar avaliação, especialmente em pessoas com diabetes, em quem a unha alterada costuma ser vista por equipe de saúde.

Sinais que costumam pedir avaliação

A unha que muda de cor, engrossa, descola da base, fica deformada ou dolorida costuma merecer exame, assim como a pele ao redor que fica vermelha, inchada ou com secreção. Nenhum desses sinais diz por si só que se trata de fungo, e é justamente por isso que se recomenda o exame antes de qualquer conclusão. Quem tem diabetes, circulação comprometida ou defesa baixa costuma ser acompanhado por equipe de saúde, porque a infecção da unha pode se estender à pele e causar complicações. Observar as unhas dos pés com regularidade, com boa luz, ajuda a perceber a mudança logo no início.

Perguntas frequentes

Toda unha amarelada ou grossa é micose?

Não. Cor e espessura da unha mudam por vários motivos, como trauma, calçado apertado, envelhecimento e outras doenças. A Sociedade Brasileira de Dermatologia observa que nem toda alteração é micose, e só o exame confirma.

Micose de unha é contagiosa?

Fungos podem se espalhar entre pessoas e ambientes, em especial os úmidos e coletivos. Por isso, cuidados de higiene e de uso de chinelo em vestiários costumam fazer parte da prevenção.

Quem avalia a micose de unha?

Em geral, a avaliação é médica, em especial a dermatológica. O podólogo costuma atuar na unha e na pele do pé, e pode perceber alterações e orientar sobre a necessidade de avaliação médica, conforme o caso.

Por que a micose de unha é mais comum nos pés?

Os pés passam muito tempo dentro de calçados, em ambientes mais úmidos, quentes e escuros, que favorecem os fungos. Essa é a explicação geral descrita pelos materiais de dermatologia.

Fontes

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