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Unha grossa do pé

Por Equipe editorial Podologia Brasil · Publicado em · Revisado em

A unha grossa do pé é uma unha mais espessa e dura que o habitual. Costuma estar ligada a trauma, calçado, envelhecimento ou fungos, e a causa só o exame profissional pode apontar.

A unha grossa do pé é uma unha mais espessa e dura do que o habitual, às vezes com mudança de cor e de formato. Costuma estar ligada a trauma, calçado, envelhecimento ou fungos, e a causa só pode ser apontada por exame profissional.

O que é

Com o passar do tempo, a unha do pé pode engrossar. Em vez de uma superfície fina e lisa, ela passa a ter uma espessura maior, fica mais dura, às vezes mais opaca, e pode se curvar ou se deformar. Na linguagem popular, esse quadro costuma ser chamado de unha grossa. Em alguns materiais de dermatologia, a unha espessa e dura é popularmente chamada de unha de telha.

É importante entender que unha grossa é uma descrição, não uma doença com causa única. Muitas coisas levam a unha a engrossar, e a aparência final pode ser parecida. O espessamento por fungos, por exemplo, é um dos motivos possíveis, descrito na página sobre micose de unha, mas não o único. Esta página trata do espessamento como um sinal, e não como sinônimo de infecção.

O que costuma causar

Os materiais de dermatologia e de saúde dos pés apontam alguns grupos de causas, que variam bastante de pessoa para pessoa:

  • infecção por fungos, em que a unha pode escurecer e ficar mais dura e grossa
  • traumas repetidos, como batidas contra o calçado, comuns em corrida, futebol e caminhadas longas
  • calçados apertados usados por muitos anos, que deformam a unha
  • envelhecimento, que costuma alterar a textura e a espessura das unhas
  • circulação comprometida e outras condições de saúde, que podem refletir nas unhas
  • hábitos que machucam a base da unha, o que pode alterar o crescimento

A Sociedade Brasileira de Dermatologia observa que sapatos apertados por muitos anos podem deformar as unhas e que nem toda alteração é micose. Essa distinção é o que torna o exame necessário.

Unha grossa e unha encravada

A unha muito grossa é mais difícil de acomodar no calçado e, às vezes, pressiona a pele ao lado, o que se aproxima do quadro da unha encravada. Quando a unha engrossa e a pele ao redor fica dolorida, avermelhada ou inchada, a avaliação profissional é o caminho.

Por que mexer em casa é risco

Uma unha grossa chama atenção e incomoda, e muita gente tenta reduzi-la por conta própria. O risco é real: a unha espessa e dura é difícil de manejar, a mão escorrega, e o leito da unha, por baixo, é uma região sensível. Qualquer tentativa de mexer pode ferir a pele, provocar sangramento, descolar a unha ou abrir porta para infecção. Instrumentos sem preparo adequado também podem levar microrganismos para uma região com pouca defesa.

Há ainda o risco de agir sem saber a causa. Se a unha está grossa por fungo, o esforço caseiro não confirma nem esclarece nada, e o material de dermatologia desaconselha terapias caseiras. Se está grossa por trauma ou por circulação, mexer pode piorar. Em pessoas com diabetes, má circulação ou pouca sensibilidade nos pés, uma pequena ferida pode evoluir para infecção séria sem dor que avise. Esse público costuma ser acompanhado por equipe de saúde, como explica a página de pé diabético.

O que o profissional costuma fazer

Em termos gerais, o profissional olha a unha, a pele ao redor, o calçado e o histórico de traumas e de doenças. A unha grossa, sem sinais de infecção ou de ferida, costuma ser do campo do podólogo, que cuida da unha e da pele do pé e orienta sobre calçado e hábitos. Quando há suspeita de infecção por fungos, de doença associada, dor persistente, secreção ou alteração de cor que se espalha, a investigação costuma envolver avaliação médica, em especial a dermatológica. Em pessoas com diabetes ou circulação comprometida, o caso costuma ser acompanhado por equipe de saúde.

Qual é o caminho de cada pessoa varia conforme o caso, e o profissional avalia. Para a fronteira entre as áreas, veja o que faz um podólogo e quando o caso é da medicina.

Prevenção no dia a dia

Para reduzir os fatores que favorecem o espessamento:

  • usar calçado do tamanho certo, com folga na ponta para os dedos
  • manter as unhas aparadas em linha reta, sem arredondar os cantos
  • trocar meias úmidas e usar meias que absorvam o suor
  • lavar os pés todos os dias e secar bem, inclusive entre os dedos
  • usar chinelo em vestiários, piscinas e banheiros coletivos
  • hidratar a pele dos pés, nunca entre os dedos
  • observar as unhas com regularidade e buscar avaliação diante de mudança de cor, dor ou deformação

A página sobre unha com fungo traz mais sobre a mudança de cor.

Sinais que costumam pedir avaliação

Unha que engrossa de forma rápida, muda de cor, descola da base, dói, causa inchaço ou vermelhidão na pele ao redor, ou deixa a pele sensível ao toque costuma merecer exame. Nenhum desses sinais aponta a causa sozinho, mas todos indicam que a unha deixou de ser apenas um incômodo visual. Em pessoa com diabetes, com circulação comprometida ou com pouca sensibilidade, a unha grossa que machuca a pele pode passar despercebida e evoluir, e por isso o hábito de olhar os pés com boa luz, todos os dias, é parte do cuidado.

Perguntas frequentes

Unha grossa é sempre fungo?

Não. O espessamento pode vir de fungos, mas também de trauma repetido, calçado apertado, envelhecimento e outras causas. Só o exame diferencia, e por isso o site não diz o que cada pessoa tem.

Por que a unha grossa dói?

Quando a unha fica mais espessa e dura, ela pode pressionar o leito e a pele ao redor contra o calçado, o que causa dor. Dor persistente é motivo de avaliação.

Quem costuma atender unha grossa, podólogo ou médico?

Em geral, a unha espessada costuma ser do campo do podólogo no cuidado com a unha, e a investigação da causa, quando há suspeita de infecção ou de doença associada, costuma envolver avaliação médica. Varia conforme o caso.

Unha grossa exige mais atenção em quem tem diabetes?

Sim. Em pessoas com diabetes, a unha grossa pode machucar a pele sem que a pessoa perceba. O assunto costuma ser acompanhado por equipe de saúde, como explica a página de pé diabético.

Fontes

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