Como escolher calçado para o dia a dia
Por Equipe editorial Podologia Brasil · Publicado em · Revisado em
Calçado bem ajustado, sem áreas de pressão nem costuras internas, com solado que não escorregue, é o ponto de partida. Provar no fim do dia ajuda a acertar o tamanho.
O calçado é o item que mais se relaciona com problemas comuns nos pés: bolhas, calos, unhas encravadas, joanetes dolorosos. Escolher bem faz diferença no dia a dia.
Esta página reúne o que o material de saúde pública descreve sobre calçado. Ela não indica marca nem produto. Para quem tem diabetes ou deformidades, a equipe de saúde orienta o tipo mais adequado.
O ponto de partida: bem ajustado
O Ministério da Saúde, na linha de cuidado do diabetes, descreve o calçado fechado, bem ajustado ao pé, sem áreas de pressão. Isso vale como ponto de partida para qualquer pessoa.
Bem ajustado significa que o calçado acomoda o pé sem apertar e sem deixá-lo solto. O calcanhar não sai do lugar a cada passo, e os dedos ficam livres para se mover.
Espaço na frente
Os dedos precisam de espaço. Em geral, deve sobrar uma pequena folga entre o dedo mais longo e a frente do calçado. Calçado que encosta nos dedos, ou que os dobra, pressiona as unhas e a pele.
Bico quadrado ou levemente arredondado costuma ser descrito como mais confortável do que o bico fino.
Costuras, rebarbas e forro
Por dentro, o calçado não deve ter costuras salientes, rebarbas ou partes duras que atritem a pele. A passagem da mão por dentro do calçado ajuda a perceber essas áreas.
Forro macio e sem emendas reduz o atrito. O mesmo vale para a palmilha: ela deve estar firme e sem dobras.
Solado
O solado deve oferecer boa aderência, ou seja, ser antiderrapante. O Ministério da Saúde cita esse ponto na prevenção de quedas das pessoas idosas e na linha de cuidado do diabetes.
Solado muito liso aumenta o risco de escorregar. Solado muito duro cansa. Solado que flexiona onde o pé flexiona costuma ser mais confortável.
Material e ventilação
O material influencia o calor e a umidade dentro do calçado. Materiais que respiram, como couro e tecido, costumam ser citados. O Ministério da Saúde, na prevenção das micoses, descreve calçados arejados.
Calçado fechado e sem ventilação, usado por muitas horas, favorece suor, mau cheiro e micose. Alternar pares ao longo da semana dá tempo para secar.
Horário e meia na hora de provar
- Provar no fim do dia, quando o pé está um pouco maior.
- Provar os dois pés, porque muitas pessoas têm um pé um pouco maior que o outro.
- Provar com a meia que será usada.
- Andar um pouco pela loja, e subir e descer degraus, se possível.
Tamanho não é medida absoluta. O mesmo número pode servir de forma diferente em modelos distintos.
Adaptação
Calçado novo costuma pedir adaptação. O material do Ministério da Saúde, voltado a pessoas com diabetes, descreve usar calçados novos por pouco tempo no começo, até amaciarem. Depois de cada uso, vale olhar os pés para ver se há vermelhidão ou pontos de atrito.
Conferir por dentro antes de calçar
Antes de calçar, olhar dentro do calçado ajuda a achar objetos pequenos, como pedras e areia, ou uma palmilha deslocada. Isso é especialmente importante para quem sente menos os pés.
Salto, chinelo e sandália
Salto muito alto e bico fino aumentam a pressão na frente do pé. A página pé de quem usa salto trata do tema.
Chinelo e sandália deixam o pé exposto, com menos proteção. O material de saúde pública para pessoas com diabetes descreve evitar calçados que deixem os pés expostos.
Calçado de segurança
Em alguns trabalhos, o calçado de segurança é parte do equipamento de proteção. A página calçado de segurança e os pés trata do assunto.
Pessoa idosa
O Ministério da Saúde, na orientação de prevenção de quedas, cita o calçado fechado, com solado firme e antiderrapante. A página cuidados com os pés dos idosos traz a rotina.
Pessoa com diabetes
O calçado de quem tem diabetes é assunto da equipe de saúde. O Ministério da Saúde descreve que alguns pés, principalmente com perda de sensibilidade ou deformidade, podem precisar de calçado especial e palmilha sob medida, e que a indicação depende de avaliação. A área de pé diabético explica a rotina geral.
Quando procurar avaliação
Dor persistente, joanete que dói, dedos que se deformam, marcas profundas do calçado, vermelhidão que não passa e qualquer machucado pedem avaliação em serviço de saúde. A página joanete explica o que costuma ser.
Para lembrar
- Calçado bem ajustado, sem áreas de pressão.
- Espaço para os dedos e sem costuras internas.
- Solado que não escorregue.
- Material que respire, e pares alternados.
- Provar no fim do dia, com a meia que será usada.
Perguntas frequentes
Qual o horário indicado para provar calçado?
Em geral, no fim do dia, quando o pé costuma estar um pouco maior. Provar com a meia que será usada ajuda a acertar o tamanho.
O calçado novo precisa de adaptação?
O material do Ministério da Saúde descreve que calçado novo costuma ser usado por pouco tempo no começo, até amaciar, principalmente por pessoas com diabetes.
Que calçado costuma ser indicado para pessoa com diabetes?
O Ministério da Saúde descreve calçado fechado, bem ajustado, sem áreas de pressão, com solado antiderrapante e sem costuras internas. A equipe de saúde orienta o tipo para cada pessoa, e alguns pés pedem calçado especial.
Calçado apertado machuca mesmo se não doer?
Pode machucar. Em quem tem menos sensibilidade, a pressão pode passar sem dor. Por isso o olhar diário sobre os pés é tão repetido no material de saúde pública.