Micose no pé
Por Equipe editorial Podologia Brasil · Publicado em · Revisado em
A micose no pé é uma infecção da pele por fungos, que costuma aparecer entre os dedos e nas dobras, com coceira e descamação. Pé de atleta e frieira são nomes populares, e o caso costuma envolver avaliação médica.
A micose no pé é uma infecção da pele por fungos, que costuma aparecer entre os dedos e nas dobras dos pés, com coceira e descamação. Pé de atleta e frieira são nomes populares, e o caso costuma envolver avaliação médica, em geral dermatológica.
O que é
Micoses são infecções causadas por fungos, que podem atingir pele, unhas e cabelos e são mais frequentes em climas quentes e úmidos. Nos pés, o grupo mais comum é o dos dermatófitos, fungos que se alimentam de queratina, proteína da camada superficial da pele.
Pé de atleta e frieira
Pé de atleta e frieira são os nomes populares da micose que atinge a pele dos pés, em especial entre os dedos e nas dobras. A dermatologia chama essa infecção de dermatofitose dos pés ou tinea pedis, e descreve seus sinais mais comuns: coceira, descamação e vermelhidão, de bordas bem definidas. Apesar do nome, o pé de atleta não é exclusivo de quem faz esporte. A palavra veio do ambiente de vestiários e academias, onde os fungos encontram condições favoráveis.
Uma observação para evitar confusão: a micose que atinge a pele é uma coisa, e a que atinge a unha é outra, chamada de micose de unha. As duas podem coexistir, mas têm páginas separadas porque o que cada uma costuma envolver é diferente.
O que costuma causar
Os fungos costumam se instalar quando a pele do pé fica úmida, quente e abafada por muito tempo. Entre os fatores citados com mais frequência estão:
- calçados fechados por longos períodos, sobretudo de material que não respira
- meias sintéticas ou úmidas, que mantêm o suor
- pés mal secos, principalmente entre os dedos
- suor excessivo, tema da página sobre suor excessivo nos pés
- andar descalço em vestiários, piscinas e banheiros coletivos
- compartilhar toalhas, calçados e meias
- baixa imunidade e diabetes, que aumentam a vulnerabilidade a fungos
A Sociedade Brasileira de Dermatologia informa que as escamas de pele infectada podem manter a infecção ativa por até cerca de duas semanas em ambiente quente, o que ajuda a explicar a reinfecção por calçados e meias. Também lembra que a infecção é mais frequente em climas quentes e úmidos.
Por que mexer em casa é risco
Coceira e descamação entre os dedos incomodam bastante, e a tentação de agir por conta própria é grande. O risco está em duas frentes. A primeira é a pele: a região entre os dedos é fina e úmida, e coçar, esfregar ou usar produtos sem orientação pode irritar e abrir pequenas fissuras, que são porta de entrada para bactérias. A segunda é a identificação: coceira, descamação e vermelhidão têm várias causas além de fungos, como alergias e outras doenças de pele. Agir sem saber o que é costuma atrasar a avaliação e pode piorar o quadro.
Em pessoas com diabetes, má circulação ou pouca sensibilidade, uma fissura entre os dedos pode evoluir para uma infecção séria sem dor que avise. A micose nos pés dessas pessoas costuma pedir avaliação por equipe de saúde, como explicado na página de pé diabético. Este site, por isso, não indica produto e não orienta nenhum procedimento.
O que o profissional costuma fazer
Em termos gerais, a micose de pele costuma envolver avaliação médica, em especial a dermatológica, porque a Sociedade Brasileira de Dermatologia indica o dermatologista como quem avalia e orienta os casos de micose. O médico examina a pele, pergunta sobre hábitos e calçados e decide o caminho de acordo com cada caso.
O podólogo costuma atuar na pele e nas unhas dos pés, orientar sobre higiene, secagem, meias e calçados e, em geral, pode perceber alterações que merecem avaliação médica. O limite entre as duas áreas varia conforme o caso, e o profissional avalia. Para entender o contexto, veja quando o caso é da medicina e o que faz um podólogo.
Prevenção no dia a dia
A prevenção se baseia em reduzir a umidade e evitar reinfecção:
- lavar os pés todos os dias e secar bem, inclusive entre os dedos
- usar meias que absorvam o suor e trocá-las quando ficarem úmidas
- preferir calçados arejados e alternar o par ao longo da semana
- usar chinelo em vestiários, piscinas, academias e banheiros coletivos
- não compartilhar toalhas, meias e calçados
- evitar ficar com roupas e meias molhadas por muito tempo
- dar atenção aos calçados e às meias usados durante a infecção, já que podem manter os fungos
A página sobre mau cheiro nos pés trata de hábitos de higiene que se sobrepõem a esses.
Sinais que costumam pedir avaliação
Coceira que persiste, descamação entre os dedos, rachaduras que doem, vermelhidão que se espalha, bolhas, secreção, mau cheiro novo e alteração nas unhas costumam merecer exame. Nenhum desses sinais diz, sozinho, qual é a causa, já que várias alterações da pele têm aparência parecida. A avaliação costuma ser ainda mais importante em pessoa com diabetes, circulação comprometida ou defesa baixa, em quem uma fissura entre os dedos pode evoluir para infecção. Observar os espaços entre os dedos todos os dias, com boa luz, é um hábito simples que ajuda a notar mudanças cedo.
Perguntas frequentes
Pé de atleta e frieira são a mesma coisa?
Na linguagem popular, os dois nomes costumam descrever a infecção por fungos entre os dedos e nas dobras dos pés, com coceira e descamação, que a dermatologia chama de tinea pedis. O profissional avalia o que há em cada caso.
Quem não pratica esporte pode ter pé de atleta?
Sim. O nome é popular e não se limita a atletas. Os fungos costumam se favorecer de calor, umidade e contato com ambientes coletivos, e isso vale para qualquer pessoa.
A micose no pé é contagiosa?
Em geral, sim. Os fungos se transmitem por contato direto com pessoas, animais ou solo e por objetos contaminados com escamas de pele. Por isso a higiene e o uso de chinelo em locais coletivos fazem parte da prevenção.
Coceira entre os dedos é sempre micose?
Não. A coceira e a descamação têm várias causas possíveis. O site não diz o que a pessoa tem, e a avaliação profissional é o caminho.