Mau cheiro nos pés
Por Equipe editorial Podologia Brasil · Publicado em · Revisado em
O chulé, ou mau cheiro nos pés, costuma vir do suor misturado às bactérias da pele, em ambiente quente e fechado. O nome técnico é bromidrose, e o odor persistente pode ser avaliado por médico dermatologista.
O chulé, ou mau cheiro nos pés, costuma vir do suor misturado às bactérias da pele, em ambiente quente e fechado. O nome técnico é bromidrose, e o odor que persiste mesmo com cuidados de higiene pode ser avaliado por médico dermatologista.
O que é
O mau cheiro nos pés é uma queixa comum, que causa desconforto e constrangimento. Na linguagem do dia a dia, recebe o nome de chulé. Na dermatologia, o termo é bromidrose: a condição em que a sudorese vem acompanhada de suor com odor desagradável. A Sociedade Brasileira de Dermatologia ressalta que a bromidrose, embora não seja grave, causa desconforto e pode prejudicar a qualidade de vida.
Bromidrose
O suor, por si só, tem pouco cheiro. O odor aparece quando as bactérias que habitam a pele atuam sobre ele. Nos pés, o ambiente favorece isso: há muitas glândulas de suor, o calçado fechado retém calor e umidade, e a meia mantém tudo junto à pele. O resultado é um odor forte, que pode impregnar calçados e meias. A bromidrose costuma ser mais perceptível a partir da puberdade e na vida adulta, e atinge regiões quentes do corpo, como axilas, virilhas e pés.
Chulé e suor excessivo nos pés são assuntos próximos, mas não idênticos. Alguém pode ter suor abundante sem odor forte, e alguém pode ter odor com suor aparentemente normal. Cada situação costuma ter explicações diferentes.
O que costuma causar
O odor dos pés costuma resultar de uma combinação de fatores:
- suor, que serve de alimento para as bactérias da pele
- calçado fechado por muitas horas, especialmente de material que não respira
- meias sintéticas ou úmidas, que mantêm a pele molhada
- pés mal secos, sobretudo entre os dedos
- calçados usados repetidamente, sem tempo de arejar
- infecção por fungos na pele dos pés, favorecida por calor e umidade
- hiperidrose, o suor em excesso, que aumenta a umidade e o alimento para as bactérias
A Sociedade Brasileira de Dermatologia associa a bromidrose às bactérias que habitam a pele, e observa que o odor intenso do suor em regiões quentes é o sintoma típico. Também informa que as micoses dos pés são favorecidas por clima quente e úmido. Esses fatores se sobrepõem, e por isso o cheiro isolado não permite dizer qual é a causa de cada pessoa.
Por que mexer em casa é risco
Quem convive com mau cheiro nos pés costuma tentar de tudo para disfarçá-lo, e é aí que surgem riscos. Usar produtos fortes, soluções improvisadas ou receitas caseiras na pele pode irritar, ressecar e causar fissuras, e a pele ferida é porta de entrada para bactérias e fungos. Esfregar com força a planta dos pés, na tentativa de limpar a fundo, pode machucar a pele e piorar o quadro. E mascarar o odor sem saber a causa pode deixar de lado um problema que merecia avaliação, como uma infecção por fungos.
Em pessoas com diabetes, má circulação ou pouca sensibilidade nos pés, qualquer ferida na pele pode evoluir para uma infecção séria sem dor que avise. Esse público costuma ser acompanhado por equipe de saúde, como explica a página de pé diabético. Este site não indica produto, não ensina receita e não orienta procedimento.
O que o profissional costuma fazer
Em termos gerais, o profissional pergunta sobre os hábitos, o calçado e as meias, examina a pele e as unhas e verifica se há sinais de outras alterações, como infecção por fungos. A avaliação do mau cheiro persistente costuma envolver o médico dermatologista, que a Sociedade Brasileira de Dermatologia aponta como quem avalia e indica o tratamento, caso a caso, quando o odor incomoda.
O podólogo costuma atuar na pele e nas unhas dos pés e, em geral, pode conversar sobre higiene, secagem, escolha de meias e calçados e perceber alterações que merecem avaliação médica. A divisão exata varia conforme o caso, e o profissional avalia. Veja o que faz um podólogo e quando o caso é da medicina.
Prevenção no dia a dia
A prevenção do chulé se resume a reduzir a umidade e a proliferação de bactérias:
- lavar os pés todos os dias e secar muito bem, inclusive entre os dedos
- usar meias que absorvam o suor e trocá-las diariamente, ou antes, se ficarem úmidas
- preferir calçados arejados e alternar os pares, dando tempo para arejarem
- evitar manter o mesmo calçado fechado por muitas horas seguidas
- usar chinelo em vestiários, piscinas e banheiros coletivos
- lavar as meias com frequência e não compartilhar calçados
- observar a pele e as unhas e buscar avaliação diante de coceira, descamação ou mudança de cor
Se o odor persiste mesmo com esses cuidados, ou vem acompanhado de coceira, descamação ou alteração nas unhas, vale buscar avaliação. A página sobre micose no pé trata de alterações que podem coexistir.
Perguntas frequentes
Chulé é a mesma coisa que bromidrose?
Na prática, sim. Chulé é o nome popular do mau cheiro dos pés, e bromidrose é o termo técnico para o suor com odor desagradável, que pode ocorrer nos pés e em outras regiões quentes do corpo.
De onde vem o cheiro?
Em geral, das bactérias que vivem na pele, que atuam sobre o suor e produzem substâncias de odor forte. É por isso que calor, suor e abafamento costumam piorar o problema.
Mau cheiro nos pés pode ser sinal de micose?
Pode haver relação em alguns casos, já que a infecção por fungos nos pés é favorecida por calor e umidade, mas o odor tem várias causas. Só o exame diferencia, e o site não diz o que a pessoa tem.
Quem avalia o mau cheiro persistente?
A Sociedade Brasileira de Dermatologia indica o médico dermatologista para avaliar e orientar a bromidrose. O podólogo costuma atuar na pele e nas unhas dos pés e pode conversar sobre higiene, meias e calçados.